1. A Escola Secundária de Amora e o meio envolvente A Escola Secundária de Amora está integrada na malha urbana da cidade de Amora, concelho do Seixal. A sua área de influência integra as regiões de: Foros de Amora; Amora; Verdizela/Belverde; Fernão Ferro e Casal do Marco/Paio Pires. Por ocupar uma área de influência tão alargada, embora esta já tenha sido maior, a escola tem uma história de sobreocupação relativamente à sua população escolar, situação que se tem vindo a alterar nos últimos anos. Esta escola tem a sua génese como delegação do então Liceu do Pragal, em instalações provisórias, contíguas à Escola Técnica do Seixal, actual Escola Secundária José Afonso, adquirindo a sua autonomia em Dezembro de 1974. A construção da actual escola, exceptuando o bloco F, foi adjudicada antes do 25 de Abril, pelo então ministro Veiga Simão, a custos suportados pelo Banco Mundial. O seu objectivo era a formação profissional nas áreas da Química e da Biologia, com a finalidade de servir de suporte às indústrias então existentes na região. A inauguração e ocupação das actuais instalações ocorrem em Abril de 1980. No ano lectivo corrente, estão matriculados 1740 alunos, leccionam 204 professores e estão ao serviço 42 funcionários distribuídos nas variadas funções necessárias ao bom funcionamento das estruturas da instituição. A oferta educativa é bastante diversificada, distribuída pelo 3º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, diurno e recorrente. Nos últimos anos têm sido leccionados Cursos Tecnológicos, Profissionais e de Educação e Formação. A escola também inclui um Centro de Novas Oportunidades, o que lhe permite a certificação de competências para pessoas que não têm na sua formação a actual escolaridade obrigatória mas dispõem de uma experiência de vida que se tenta reconhecer como equiparada. Num sentido complementar a esta certificação, são actualmente leccionados Cursos de Educação e Formação de Adultos e Cursos de Educação Extra-Escolar das áreas de Língua Portuguesa, Inglês e Informática. De referir que a população de Amora atinge cerca de 60 mil pessoas.
1.1. Contexto físico e geográficoO concelho do Seixal é constituído por seis freguesias (Seixal, Amora, Arrentela, Corroios, Paio Pires e Fernão Ferro) e localiza-se na margem sul do estuário do Tejo. Integra-se na península de Setúbal e na Área Metropolitana de Lisboa, confrontando-se com os concelhos de Sesimbra, Almada e Barreiro. A freguesia de Amora (cidade desde 1993) é a maior do concelho e confronta com as freguesias de Corroios, Arrentela e Fernão Ferro, sendo banhada a norte pelo rio Judeu, designação popular do braço do rio Tejo que fica entre Amora e Arrentela. Uma das características mais interessantes deste concelho é a sua extensa frente ribeirinha que se desenvolve ao longo de um braço do rio Tejo, formando uma baía natural com um significativo campo de dunas, o que constitui um conjunto de grande valor ecológico e paisagístico (Reserva Ecológica Nacional). O concelho possui matas e lagos de maré, edificados com objectivos ornamentais e recreativos para a fidalguia e realeza que, noutros tempos, aqui viveram. Desta forma se justifica a proliferação de quintas constituindo, algumas delas, importantes elementos do património da freguesia de Amora. É o caso da Quinta dos Cheiraventos (séc. XIV), da Quinta da Princesa e da Quinta da Medideira. Associado à actividade económica existe um conjunto patrimonial, do qual se salientam os estaleiros navais tradicionais, os portos, portinhos e cais antigos com destaque para o medieval Portinho da Raposa e os núcleos urbanos onde se integra o bairro dos operários vidreiros. Os moinhos de maré são um testemunho da importantíssima função que desempenharam ao longo dos tempos, no âmbito da indústria moageira. A nível urbano há a salientar, na Amora, um núcleo antigo situado à beira-rio onde se desenvolveram as principais actividades económicas (indústrias vidreiras, corticeiras e cais) envolvidas por habitações típicas dos operários que aí trabalhavam. Esta antiga urbanização foi envolvida pelas novas urbanizações que desviaram o centro de actividade para outros núcleos, criando lugares hoje tão conhecidos como a própria freguesia (Cruz de Pau, Paivas, Fogueteiro, Foros de Amora, Quinta da Princesa e outros). 1.2. Contexto social e urbanísticoO Concelho do Seixal caracterizou-se nas últimas décadas por uma transformação quase radical da sua estrutura urbana, com consequências notáveis no desenvolvimento e características das actividades económicas, no tecido social e no ambiente. A localização próxima de Lisboa deu origem a que se revelassem no seu território os fenómenos típicos de uma área metropolitana, tais como, crescimento rápido, desordenamento urbanístico e índices de dependência elevados. Na última década, a malha urbana consolidou-se e iniciou-se um processo de requalificação urbana, assistindo-se à reconversão de antigas unidades industriais desactivadas para novos usos urbanos. A capacidade de atracção do Seixal mantém-se elevada, sobretudo devido ao aumento da acessibilidade, recentemente qualificada com o novo terminal fluvial e a instalação do caminho-de-ferro e que irá ser ainda melhorada com a introdução da rede de metro de superfície. De acordo com os dados dos dois últimos censos (1991 e 2001), o concelho do Seixal é o segundo e terceiro de maior crescimento demográfico em números absolutos, respectivamente, a nível nacional e na Área Metropolitana de Lisboa, apresentando índices de progresso social, educativo, cultural e económico dos mais elevados do País, sendo o primeiro em desenvolvimento social. A população do concelho do Seixal era, em 2001, de 150.271 habitantes, sendo, neste aspecto, o segundo concelho do distrito de Setúbal e o décimo segundo a nível nacional. O concelho apresentou um forte crescimento populacional nos últimos trinta anos, induzido do exterior e directamente relacionado com a dinâmica demográfica da Área Metropolitana de Lisboa, caracterizada por processos de migração e fenómenos de industrialização, terciarização e melhoria das acessibilidades. Na última década observou-se já alguma contenção no crescimento demográfico, ainda que os valores continuem bastante elevados no contexto da Área Metropolitana de Lisboa. O concelho do Seixal é um dos municípios com população mais jovem, onde a população em idade activa consegue compensar o peso dos grupos etários sem actividade económica, mantendo-se a renovação de gerações. No entanto, na última década verificou-se já uma tendência para o envelhecimento da população, nos jovens, devido a factores socioeconómicos (diminuição das taxas de natalidade e de fecundidade), nos idosos, relacionada essencialmente com o aumento da esperança de vida. Ao nível das freguesias a dinâmica demográfica revela-se desigual, sendo Amora, Arrentela e Corroios as que têm tido maiores taxas de crescimento populacional, assim como os índices mais elevados de densidade populacional, embora em valores absolutos se destaquem Amora e Corroios, respectivamente com 34% e 31% do total da população do concelho, certamente por apresentarem melhores acessibilidades a Lisboa. Nas freguesias de Corroios, Amora, Arrentela e Paio Pires o crescimento demográfico foi mais acentuado no anel entre a faixa ribeirinha e a auto-estrada, onde habita 80% da população total. O meio em que a escola se insere, cidade de Amora, muito próximo do núcleo histórico e entre a faixa ribeirinha e a auto-estrada, caracteriza-se por ser uma zona urbana de alta densidade, normalmente, em habitação permanente. A cidade de Amora apesar de ser uma zona de forte centralidade no âmbito do concelho, por se encontrar muito próxima de Lisboa, apresenta características de subúrbio de grande cidade, vivendo ciclicamente períodos de prosperidade e de austeridade. A sua população é predominantemente migratória (deslocações pendulares), desenraizada e vulnerável aos diversos tipos de pressões, caracterizando-se, ainda, por uma marcada multiculturalidade. 1.3. Contexto económicoO tecido empresarial implantado no Seixal é diversificado, embora com predomínio de algumas actividades específicas. Considerando os três sectores de actividade, verifica-se uma presença residual do sector primário (menos de 1%), a par de um reforço do sector terciário (65% em 1991 para 72% em 2001) e diminuição do sector secundário (34% em 1991 para 27% em 2001). No sector primário, a maioria das empresas sedeadas neste concelho dedica-se à agricultura e pecuária, sendo, de um modo geral, de pequena dimensão e de reduzida capacidade empregadora. No sector secundário, a indústria transformadora ocupa 80% dos trabalhadores deste sector, continuando a ser o ramo de actividade mais representativo do tecido económico do concelho. A actividade industrial que conheceu um forte incremento na década de 60 levou à concentração de indústrias básicas do ferro e do aço na Siderurgia Nacional e de indústrias metalomecânicas no concelho. Contudo, na década de 80 a crise do sector industrial levou ao encerramento de muitas unidades industriais e consequente acréscimo da taxa de desemprego. A construção naval, de largas tradições no concelho, embora utilizando processos artesanais de construção continua a ser das actividades industriais que demonstra uma certa vitalidade. Presentemente, aponta-se para o reequacionamento do pólo industrial da Siderurgia Nacional e para a consolidação do eixo industrial Casal do Marco – Coina, sendo de considerar a importância crescente do Parque de Actividades Económicas de Santa Marta do Pinhal. A qualificação recente dos parques industriais tradicionais e a sua evolução para parques de actividades económicas são um bom indicador do dinamismo e evolução da oferta deste sector, no sentido de acompanhar as novas necessidades da procura. É, ainda, de realçar a importância do ramo da construção e obras públicas, particularmente o seu subsector da construção civil. No sector terciário, o ramo dos transportes, armazenagem e comunicações tem vindo a ganhar progressivamente uma maior importância no concelho, assim como o ramo dos serviços à colectividade – sociais e pessoais – que é já o terceiro maior empregador. O comércio e serviços são actividades que apresentam um peso bastante significativo na estrutura produtiva do concelho, onde, apesar de algumas excepções, predominam os estabelecimentos de pequena e muito pequena dimensão.
1.4. Contexto educativo e culturalO concelho do Seixal engloba na sua rede escolar, de acordo com dados da Câmara Municipal e referentes aos últimos anos, os seguintes estabelecimentos de ensino: 84 do Pré-escolar; 43 escolas básicas do 1.º ciclo; 4 escolas básicas dos 1.º e 2.º ciclos; 1 escola básica dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos; 8 escolas básicas dos 2.º e 3.º ciclos; 6 escolas secundárias; 1 escola profissional, 1 centro de formação e 1 escola de 2.ª oportunidade. Estes estabelecimentos de ensino são predominantemente públicos, embora seja de referir que no pré-escolar a grande maioria de estabelecimentos são privados, os quais, mesmo assim, apresentam uma oferta insuficiente. Actualmente, assiste-se a um aumento da população escolar no ensino Básico, ao contrário do Ensino Secundário, que tem vindo a perder alunos, devido à composição etária da população e ao abandono escolar depois da escolaridade obrigatória. Na última década, a população do concelho do Seixal melhorou o nível de ensino atingido, embora de forma pouco significativa, sendo preocupante a presença de população sem qualquer grau de ensino (11%). É de realçar que cerca de metade da população não atingiu o 3.º Ciclo do Ensino Básico. No entanto, progrediu-se no nível do Ensino Secundário (15% para 25%) e no nível de Ensino Superior (5% para 12%). No âmbito cultural, o concelho do Seixal possui um conjunto de equipamentos e agentes culturais onde se destacam o Fórum Municipal e as suas extensões de biblioteca na Amora e em Corroios, o Ecomuseu Municipal com 5 núcleos e 2 extensões e o movimento associativo, através das Colectividades de Cultura e Recreio. O concelho do Seixal é tradicionalmente uma zona de forte associativismo cultural, recreativo e sindical, marca que persiste nas colectividades que se têm mantido através dos tempos e em outras associações do mesmo tipo que têm surgido como forma de integração e/ou enraizamento das populações migratórias.
3.5. Contexto organizacional da informação escolarA nível de gestão de informação escolar a escola não possui um sistema único e integrado. A gestão da informação escolar divide-se, assim, pelas seguintes componentes:
- No Conselho executivo existem:
- Dossiers relativos a diversos assuntos;
- Ficheiros de Excel onde se registam os mais diversos dados relacionados com a vida escolar e estando os mesmos distribuídos por vários computadores;
- Software de gestão de horários de professores;
- Software de criação e gestão de cartões dos alunos e professores;
- Comunicações (Correio, Email, Telefone).
- Na sala dos directores de turma existe
- Software Prodesis: onde constam os registos biográficos dos alunos, a sua assiduidade, entre outros;
- No pavilhão polivalente
- Software Kiosk que gere o dinheiro electrónico dos alunos e professores;
- Placards de informação para os alunos.
- Na secretaria
- Programa de contabilidade;
- Processos de alunos (em formato de papel);
- Dossiers com as mais diversas rubricas;
- Os mais diversos modelos de documentos em formato de papel;
- Comunicações (Correio, Email, Telefone).
- Na sala dos professores existem
- Livros de ponto (em formato de papel) onde se regista a assiduidade dos alunos e os respectivos sumários das lições;
- Placards de informação para os professores;
- Áreas (Nichos) onde se pode colocar documentação relativa aos directores de turma.
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